Sorrateiramente


Fiz uma cabaninha de coberta pra ganhar privacidade e enquanto eu chamava seu nome me imaginei criança. Logo entrei na personagem e já senti ansiedade do Pai vir brincar comigo. Tive que me conter ao vê-lo entrar sorrateiramente e com aquele sorrisinho de bom moço dizer: “Com licença, doce senhorita!” Dessa vez portei-me como uma adolescente de trança, franjinha e vestido rodado. Com um tímido sorriso de canto, respondi de leve: “Fique á vontade, querido rapaz!” Nos olhamos com tanta ternura que as palavras tornaram-se desnecessárias. Tinha mais amor nos seus olhos do que em seus lábios. Foi, então, que me dei conta de que é esse mesmo amor que espera que eu coloque em prática. Agindo mais que falando. Adormeci ali mesmo, segurando sua mão e te amando ainda mais e mais!

E demorar...

Foi bem agora, me encolhi no Teu colo. Ainda sem entender que espécie de amor é essa, escorreguei minha mão pelo Seu rosto grande e pude sentir o ingênuo pinicar do despontar de Sua barba. Pode parecer estranho, mas Te humanizo sempre que meu desejo por Sua presença se torna incontrolável. Aí, eu choro, porque não me agüento! Preciso externar! Então resmungo doces palavras enquanto minha boca procura por seus ouvidos. Tem hora que Te sinto denso. Quanto mais aperto meus olhos mais nítido Te vejo. E quanto mais aperto mais vontade tenho de Te apertar. E Te beijar. E demorar num abraço.

...dar passagem

"Estava à toa na vida o meu amor me chamou pra ver a banda passar Cantando coisas de amor. A minha gente sofrida despediu-se da dor. Pra ver a banda passar cantando coisas de amor

O homem sério que contava dinheiro parou. O faroleiro que contava vantagem parou.
A namorada que contava as estrelas parou para ver, ouvir e dar passagem.

A moça triste que vivia calada sorriu. A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a meninada toda se assanhou pra ver a banda passar cantando coisas de amor

O velho fraco se esqueceu do cansaço e pensou que ainda era moço pra sair no terraço e dançou. A moça feia debruçou na janela pensando que a banda tocava pra ela

A marcha alegre se espalhou na avenida e insistiu. A lua cheia que vivia escondida surgiu. Minha cidade toda se enfeitou pra ver a banda passar cantando coisas de amor

Mas para meu desencanto o que era doce acabou. Tudo tomou seu lugar depois que a banda passou. E cada qual no seu canto, em cada canto uma dor. Depois de a banda passar cantando coisas de amor."



Do nada me veio essa música na cabeça. Por instantes a cantarolei e passei a reparar sua letra. Quando Chico Buarque a escreveu talvez não tivesse dado conta da verdade que seria cantada. Eu vejo que essa banda que canta coisas de amor se refere às pessoas cheias de Deus e sua irradiante alegria que se dispõem em levar as boas novas aos perdidos. E ninguém, ao ouvir sobre o amor, consegue ficar normal. Onde há o AMOR o sofrimento tem que sair mesmo. Deixamos de pensar nas coisas terrenas. Até a tristeza salta de alegria. O AMOR nos fortalece. Os jovens, as virgens e até os velhos dançam. O AMOR insiste, tráz revelação ao que estava escondido e enche de cor nossa vida. Muitas vezes quando o AMOR passa por nós nos encontramos à toa, sem menos esperar Ele vem. Contudo, assim como na parábola do semeador, paramos para escutar, curtimos a levada, até dançamos, mas não seguimos a banda. Ela simplesmente passa por nós e tudo volta ao seu lugar. E assim como cada pessoa dessa cidade, vemos a banda passar e não buscamos mudança. Preferimos viver no comodismo de nossas vidinhas medíocres. Preferimos a suposta segurança e o conforto de nossos lares e esquecemos do que nos diz as Escrituras. Ide por todo mundo e pregai o evangelho a toda criatura.

Vemos, ouvimos e, infelizmente, damos passagem. E Ele passa.

Esclarecendo

Futriqueiros de plantão, preciso só esclarecer uma coisa.
Quando eu falei que queria casar com um skatista é 'um' skatista e não 'o' skatista.
Não tenho ninguém em vista, estou esperando em Deus.
Não quero nada com o Markito, que ele seja feliz no seu casamento e a Gisele é um amor de pessoa.
E quando eu disse 'frustação' não quer dizer que vivo em função disso.
Quem me justifica é Deus!

"Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo praga nenhuma o alcançará. Eu fiz do Senhor minha rocha, escudo e refúgio e nenhum mal me sucederá..."

Nada de regras, somente escolhas!


Um sistema dita as regras e precisamos nos encaixar. Você não concorda, mas tem que se esforçar pra caber. Vamos! Se esprema, se esmague, mas se encaixe! Não importa se te sufoca, o importante é entrar. Fiquei quieto e de preferência calado. Atitudes regradas em função do outro. Alguém te copia, então trate de ser o que esperam de você. Apenas seja, isso basta! Não importa, tem que caber. Não faça movimentos bruscos e sorria, você está sendo filmado!


Por um momento minha tempestiva, limitada e humana mente me fez acreditar que as coisas funcionam assim. Por um surto instantâneo me deixei levar pelo gosto azedo de minha insignificante revolta. Mas, Sua palavra veio como LUZ! (Te amo!) Você me mostrou que é necessário mesmo sendo tão chato pra mim.


“Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem, tampouco para a igreja de Deus, assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos para que sejam salvos.” I Cor. 10:32,33


O Senhor é tão lindo que chega a me constranger. Tão simples e delicado, quando fala é diferente, bate de frente, contudo não chega a doer. Não vejo como regrinhas pré-estabelecidas, mas como escolhas a serem feitas. E eu Te escolho! Quero viver sua simplicidade pautada no amor. Sigo tentando...

Sem manha




Eu me vi de pé no meio de um gigantesco espaço aberto. Como uma criança envergonhada tapava os olhos. Tinha medo de abrir e me deparar com a densa escuridão que me cercava, preferia a minha, é mais aconchegante. Eu sabia que estava sendo observada por alguém muito grande. O silêncio era rasgado pelo choro que eu não conseguia guardar em mim. Meu corpo esperava tenso o toque de Sua mão. E nada! E assim fiquei lá parada por um longo tempo. Era noite e o frio esbarrava bruscamente em minhas pernas. Aos poucos o choro se aquietou e foi quase possível ouvir as batidas do meu ansioso coração. E me acalmei, mas ainda esperava ser abordada pelo suave toque de Suas mãos. Naquele momento senti como se não houvesse mais ninguém me observando. Nada acontecia, nada se movia, nada! O silêncio interrompia meus pensamentos. Fui criando coragem e lentamente fui escorregando as mãos e aos poucos fui abrindo os olhos. Nesse intervalo imaginei que estaria bem à minha frente esperando abri-los de vez, mas não. Fiquei sem norte! Fixei os olhos e a escuridão foi se dissolvendo e já podia perceber que mesmo longe havia uma paisagem. Meus pés pareciam estar enraizados na terra. Com muito esforço dei um passo inseguro na esperança de ser interrompida pelo leve toque de Sua mão. Me conformei com Sua aparente ausência. Caminhei alguns minutos até me sentir aliviada. Um sol fraquinho pediu licença e me veio fazer companhia. O sorriso, então, se apresentou de forma espontânea. E assim, sem esperar, Você tocou meus ombros e sumiu sem me dar a chance de compartilhar o sorriso. E eu olhava desesperadamente por todos os lados, mas Se escondia de mim. Aí, Te senti sem Te ver. O vento brincava com meus cabelos enquanto eu me abraça pra Te abraçar. Intimamente Te ouvi dizer baixinho: Me encontre no sorriso sem culpas, sem manhas, sem complexos, sem auto-piedade, sem medos e cheio de Mim. Tá bom! Respondi te amando ainda mais.

Incômoda exposição


Aí vem alguém, invade meu porão, mexe nas minhas coisas e me expõe. Me sinto invadida, exposta à claridade da lanterna dos olhos dos outros. Essa exposição me incomoda. Prefiro me trancar em mim e fingir esquecimento do que não admito possuir. Mesmo mofado e úmido meu porão é mais seguro do olhar terceiro que me mostra o que ainda não foi e precisa ser corrigido. Eu sei, mas saber que eles sabem me incomoda. Difícil mesmo é reconhecer que estão certos e que enquanto não for consertado irão permanecer e continuarão me expondo e me incomodando e me invadindo. Um ciclo natural das coisas naturais, naturalmente tratadas. E assim vou.

Agora eu sei


Desde que nascemos somos obrigados a aprender várias coisas. Aprendemos a chorar, logo, aprendemos que se consegue um monte de coisa com este choro. Aprendemos a andar, a falar e a distinguir pessoas queridas. Aprendemos a fazer um monte de coisas. Daí, aprendemos que não se pode fazer um monte de outras coisas. Aprendemos a ler, escrever, construir amizades, desfazê-las, refazer. Chega um tempo que aprendemos que não existe Papai-Noel, que o Coelho da Páscoa é uma farsa, que se não dormimos Cuca nenhuma virá nos pegar e que floresta encantada só existe no nosso imaginário. Aprendemos que nem toda amizade é pra sempre, que não existem as tais encomendas das cegonhas, que uma hora ou outra aquela idéia de bater a campainha do vizinho e sair correndo vai dar errado, que aquela paixão avassaladora nem era tão forte assim. Aprendemos que pessoas que amamos muito também morrem e embora a dor seja muito grande, aprendemos que passa. Aprendemos que embora tenhamos aprendido muita coisa ainda há muito o que aprender. Esses dias aprendi que não posso dizer que amo a Deus se não busco conhecê-lo todos os dias, se desprezo a única arma de ataque que tenho em minha armadura e se não consigo passar 30 minutos por dia em Sua presença. Foi duro, mas aprendi isso. Pode parecer totalmente contraditório, mas foi o balde de água fria que despertou o fogo que estava em mim adormecido.

Só o que restô.

Num cantinho envolto de cobertô

Toda trabalhada em vestido de flô

Nos olhinhos gotas de amô

Saudade que veio e visitô

Sem querer, a pobre coitada, bateu no peito e machucô

Na porta do coração palavras duras sem cô

Escritas no papelão que o vento num carregô

Fique quietinha que o tempo passa e nas suas asas leva a dô

Espero poder um dia ficar ao seu dispô

Cantar poesias bonitas com voz de cantadô

Deitada no seu colo até o sol se pô

Fico só com a fotografia que o tempo amarelô

Te tenho só um pouquinho e foi só o que restô.




Somente quando você entender o que Deus é pra você, vai, então, entender o que você é pra Deus.

Ainda gosto dele (do skate e não do Markito)!

Não posso negar minha paixão pelo skate, meu sonho de casar com um skatista, minha instantânea empolgação em ouvir o som das rodinhas ao bater no chão, a saudade dos tempos que eu era mais ligada à ele... Enfim, gostei do que vi. Uma harmonia perfeita, a precisão dos movimentos, a leveza da música, o estilo "gracinha" do skatista, as cores, tudo perfeito. Amei! =]




Nada em troca


O alarme irritante do cachorro avisava que alguém tentava interromper o nosso momento. Quando fui ao seu encontro ele já estava de saída. Não fiz questão de que revertesse seu curso, mas me olhou com um olhar melado, que de tão escorregadio quase me convenceu a dar-lhe um pouco mais da minha atenção. Era uma mistura de compaixão, vergonha e surpresa. Não me permiti outra ação que não fosse a de recuar. Só que, antes de recolher-me percebi que o motivo da repentina visita estava bem ali em cima da mesa. Fingi que não havia visto e de costas senti que aquele cambaleante ser queria mais que uma tímida troca de olhares. Me faltou chão, lugar, palavras. A aproximação não se prolongou, porém me fez chorar em silêncio. Num estalo entendi que o amo, não importa o quanto se afaste, nada mudará o rumo natural das coisas. Foi dele que vim, não há como fugir da minha realidade. É um sentimento sem nexo, mas que insiste em me acompanhar. Justo no momento em que eu estava ali a dançar na Santa presença, embalada ao doce som de uma rouca voz de um Black Power louco. Num instante sem ligação nenhuma com o mundo real, ele me aparece com um sorriso flácido, olhar distante e triste, voz rastejante, regado de uma bebida de cheiro nada agradável e me desmonta; cheiro esse que passa longe do agradável aroma do Seu vinho novo. Não é justo, ele também precisa Te experimentar! A verdade é que o amo, apesar dos pesares. Talvez, seja esse o sentimento que Senhor espera de mim, amor sem condição. E ele não precisa se esforçar para ter de mim o que nunca soube me dar...

Ilusão Consciente


Com os resquícios que os outros deixam escapar percebo que ela já não é tão significante como antes. Quem sabe antes também já não fosse tão assim. Só Deus sabe o que se passava do outro lado. Outro lado, outra tela, outra concepção. Mas, era justamente esse mistério que a seduzia, de outra forma não teria sentido. O descobrir-te era pra ela um convite diário à estranha superfície de seu discurso. Embora previsível, era delicioso ouví-lo. Boba que era. Não a culpo por isso, não que fosse inocente, mas havia a velha questão da carência, aquela que devia não mais existir, só que não abria mão de sua companhia. E se deixou levar pela duvidosa, porém cativante, manifestação de carinho. Achava que nunca fosse acontecer, mas esfriou. Discretamente foi se afastando e aos poucos sua imagem deixou de ser constante. Aquela relação foi, então, enfiada num armário de paredes esbranquiçadas pelo denso frio de um suposto clima polar. Boba que é, ainda guarda em uma de suas gavetas a esperança de uma reaproximação que derreta a espessa camada de rancor que se formou ao longo dessa evidente farsa sedutora.

Hoje vou assim!


Hoje vou dançar com malabares e sem sair do chão vou saltar de pára-quedas com fantasia de flor. Vou me enveredar nos rastros de Seus tecidos e texturas e me pandeirar de cor. Quero correr pela avenida, passar por entre os carros sorrindo abertamente com nariz de Clown. Borrifarei alegria sementiando paz nos olhos cansados de mal. Hoje eu vou me despir do receio do que os outros acham da minha dança louca. Vou plantar bananeira e me regar de céu. Com ternura pouca vejo esvoaçar louca as madeixas do meu singelo véu. Hoje vou bailar como me der na telha, me lançar nas ondas de um som de sonho bom, me esquivar da técnica que inventaram para me prender, vou soltar as amarras, destoar o tom e viajar no som. Hoje vou carregar a mochila de amor, deixar abrir o zíper enquanto giro louca de braços abertos e olhos fechados, e no espirrar de suas gotas vou gargalhar louca até não me aguentar no ar. Vou me morder nos lábios enquanto Te imagino sorrir pra mim e deixo que digam que sou louca por me entregar assim.

Vanessa, traz ela pra mim!


Só agora pude perceber o quanto traz a representação dela que ainda quero guardar em mim. As mesmas olheiras e o mesmo olhar cansado. A falta de maquiagem indica que se por um lado lhe falta vaidade por outro lhe sobram rugas. Seus poucos cabelos na testa e seu jeito louco de manifestar qualquer ação, só que menos mimado. Vejo agora que desamarrou o rosto usado e me focou com um olhar úmido. Lembro-me dela, não com pesar, mas com saudade alegre (se é que existe), se isto tem outro nome desconheço. E preservo, então, essa saudade que de tão alegre nem chega a doer. MINTO! Dói sim, mas de levinho, quase imperceptível. Essa comparação é mais uma das minhas muitas tentativas de desenferrujar a memória e rever a imagem que jamais pensei que seria embaçada pelo correr incansável do tempo. Só precisa desempoeirar e trazer à margem a figura que é só sua.

Divino demais pra ser igual




Às vezes sinto que preciso Te materializar.

Quero Te beijar, mas quero Te sentir, Te dimensionar.

Eu sei que Te toco, mas quero saber por onde passeiam minhas mãos.

Não quero forjar, quero Te abraçar e sentir os limites do Seu corpo.

Quero deitar no Seu colo e sentir o contorno do Seu peito.

Quero Te cheirar de perto e sentir o toque do meu nariz no Seu pescoço, e orelha, e cabelo.

E quero Te sentir me tocar também, saber que caminhos percorrem Suas mãos.

Queria poder Te materializar, nem que seja por segundos, de tanto que Te desejo.

Te quero.

Meus antigos contatos semelhantes à esse foram, tão somente, obra de imaginação.

Talvez essa seja a razão que explique meu anseio em Te tornar palpável.

Não que desdenho o que hoje desfruto Contigo, ainda sim é real, mas só queria Te sentir mais comum, e sentir.

Eu sei, Você se esconde do provável.

Deve ser isso que me faz Te querer tanto. E como quero!

Por não esbarrar tenho mais liberdade, sem olhares doutos de senso comum.

É apenas questão de tempo, muito em breve deixará de ser mera suposição e nos encontraremos nas sensações, quase dentro.

Então, Te sentirei de apenas sentir e sentir.

Espero...


Parabén pra mim! \o/



08/03 - Sem rancor! =]

Verdade Inventada



Alguém disse de que colocar os cotovelos sobre a mesa é falta de educação e todo mundo acreditou e segue a risca como se fosse uma ordem.

Fiquei sabendo que não pode demonstrar sentimento em público, pois causa câncer de pulmão.

Apontar pra estrela, nem pensar, nasce verruga.

Chegar perto de uma borboleta jamais, ela solta um pozinho que pode cegar.
Sabia que se o chinelo ficar virado atrai má sorte? É verdade, todo mundo fala.
Ouvi dizer que se quebrar um espelho, pode esquecer, são sete anos de azar. Comprovado cientificamente.
Não deixe que varram seu pé, ou se não vai morrer solteira.

Não deixe de oferecer nada a uma criança, se ela aguar não tem reversão.

Comer o nó da cana provoca paralisia cerebral.

Homem não pode chorar de jeito nenhum. Se não vira boiola.

Não brinque de ficar vesgo, se der um golpe de vento você ficará assim pra sempre.
(Fico a pensar como será um golpe de vento. =\ )
Quem dá e tira com o diabo fica e sua avó ressuscita. É verdade!

Não negue nada a uma grávida, pois ela pode te jogar bonitinho. Cuidado, o bonitinho é feio pra caramba.

Não assuste uma criança, se não ela vira o vento. (Putz isso eu queria ver!)

Evite a espontaneidade, isso causa hanseníase. Sério!

Nunca fuja às regras ou se não pode ficar tetraplégica.

Dizer “eu te amo” é atentado ao pudor.

Imitar cigarras provoca toxoplasmose. De vera!

Adultos não brincam como crianças, é crime inafiançável.

Dar gargalhadas altas e descontroladas provoca vitiligo. Principalmente se for na faculdade, aí nem pensar.

Passar blush está totalmente fora de cogitação, causa um problema seriíssimo de catarata. Aliás, pode causar é uma Foz do Iguaçu inteira.

O índice de mortalidade tem crescido 80% entre pessoas que se divertem em qualquer situação.
Fique bem atento aos sintomas.

Não ceda espaços para transbordamentos, não quebre os muros, não invente janelas e muito menos portas. Seja o que a sociedade determinar, respeite totalmente as regras, não desligue a televisão, não leia, se tranque, se isole, não grite por socorro, não se mexa, não escute e principalmente, não fale.


Pixi pixi.

Meu Deus! Literalmente!


Hoje Te senti estranho. Por que pensar que estranho é ruim? Pelo menos o meu estranho não é. Não mesmo! Mesmo! Mesmo! Que vontade de rir.


Te imaginei casual hoje. Camisa de malha branca e calça jeans, acredita? Mas, os mesmos traços indianos e aquele olhar calado que não precisa dizer nada e fala tudo. Aquele macio e líquido. É, sei lá! É assim, sim!


Engraçado, hoje Você estava mais alto, reparou? Será que é porque cheguei mais perto? Será?

Só sei que hoje Te senti estranho. Estranhamente envolvente. Tava grande, com cheiro de parede úmida, refrescante. Sem abrir a boca Te ouvi estranho.


Ah, e como eu Te quis. De tão perto ouvi minha corrente sanguínea, ou era a Sua? A nossa. Somos um, que nem aquele chiclete que eu comprava na Rua 4. Não adianta me esforça que não lembro o nome, mas hoje Te senti estranho. Que bom Te ter assim!


Te amo! Olha só, não fica perdida e nem solta por entre as outras frases. Tudo faz sentido pra nós. Somos um, não é!


Tava tão bom que deixei rolar a baladinha. Num entendi nada, mas tava tão bom. Quando Você chega perto assim me faz rir, de tão boba que sou, de tão bom que fica.

Blusa branca e calça jeans? Ai, ai... Gostei de Te ver assim, sabia?


Que esquisito, não me lembro de ter reparado em suas roupas antes! Esteve sempre assim? Blusa branca e calça jeans. Tá vendo porque digo estranho?


Posso Te ter assim amanhã? Acho que daqui pra frente vai ser sempre desse jeito. Sua doida! RS


Hoje te quis estranho, te tive estranho, te senti estranho. Bom! Adoro Te encontrar nos cheiros!

D'Graça


Que eu não desvie meus olhos de Ti. Não são as circunstâncias que me mantêm de pé. Que o Teu amor por mim seja o suficiente para que não me falte razões para agradecer.

Que as tribulações não apaguem o que com dificuldade minha memória tenta despertar. Que as incontinentes lágrimas sejam de desabafo e não de revolta.

Traz de volta a vida à esperança que se esgotou por falta de luz e acrescenta a fé para que eu não me perca em meio ao embaraço de sentimentos que constantemente insiste em me cortejar.

Que a minha felicidade não seja baseada no que se mostra a um palmo. Que as raízes da minha paz não se enfraqueçam pelo forte calor do deserto.

Não busco obras de barganha, afinal, Sua graça me basta.


"Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentamos nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas". II Cor. 4; 16-18


Ilustração: Ruggeli

DA LUA LOUCA


A faculdade está terminando. Ganhei muita coisa nesses quatro anos, experiência, conhecimentos diversos, aborrecimentos, olheiras monstras, mas ganhei o melhor presente de todos... amigos! Sei que será difícil manter o contato, mas se a memória não me falhar tê-los-ei sempre perto de mim. (Gastei agora, viu! rsrs Pelo menos pra alguma coisa esses anos serviram.)

Dos poucos que realmente fizeram a diferença quero ressaltar o Onair. Negão gente boa, que capta meus pensamentos do outro lado da sala, que não se cansava de me chamar de doida e sempre que me via balbuciava: drogas pesadíssimas!


Ele escreveu o texto a seguir pra mim e mais três inseparáveis amigas:



DA LUA LOUCA


O que sei DA LUA LOUCA?

Bom, eu não sei quase nada

Mas, vou dizer o que sei

DA LUA LOUCA eu sei que a alegria nunca é minguante

DA LUA LOUCA a cada dia eu aprendo e me surpreendo com uma nova loucura

DA LUA LOUCA nunca se pode dizer que a vida não é cheia de talento

DA LUA LOUCA a vontade de estar perto e nunca mais sair é crescente

Enfim, pouco sei DA LUA LOUCA

Mas, o pouco que sei é suficiente para nunca esquecê-las

Pois, apesar DA LUA LOUCA ser uma só

foram quatro:

Dani, a maluca

Luana, a doida

Lorena, a pirada

Camila, a pinel

DA LUA LOUCA É TUDO O QUE SEI


Que lindo, meu Deus!

O Onair, assim como minhas amigas, é muito especial e inesquecível.

Que Deus os abençoe grandemente.

Snif snif snif... já estou com saudades.



A cidade dos pensamentos sujos


Meus pensamentos são altos demais. Não! Não falo no sentido de pensar grande, além da minha realidade, assim também, mas meus pensamentos são tão altos que os outros são capazes de escutá-los. Eu posso jurar de pé junto que não falei, só pensei. Mas, eles têm certeza absoluta que escutaram. Então quem disse? Preciso aprender a pensar mais baixo. Vai que penso uma barbaridade? E vai que não me entendam? Vai que não codificam corretamente a mensagem? Deus me livre e guarde, um buraco no chão seria pouco pra tanto vergonha! E se eu não conseguir ajustar o volume dos meus pensamentos? Eles me interrompem o tempo inteiro, meu Deus! São incontinentes e invadem minha privacidade. Será que não podem me deixar em paz? É mesmo necessário pensar em todo tempo?
.
Mente não descansa, nem no sono. Ela não dorme, trabalha para o sonho que, já sei, vai me roubar um bom tempo amanhã me obrigando a pensar nele. Viu? Mas, são meus e não dos outros. Neste caso, preciso aprender a pensar. Então, olho para o teto, coloco a mão direita sobre o peito esquerdo e prometo guardar os pensamentos vetados para o meu momento “MEU”. Melhor, vou criar a cidade dos pensamentos sujos! Preciso inventar uma senha de acesso, umas daquelas bem difíceis de guardar e fáceis de esquecer. Desta forma, será uma cidade sitiada. Só assim os outros me darão sossego.
.
Quando escutam o que querem perdem a sensibilidade crítica e passam a não se incomodar com os pensamentos altos. Não importa o quão altos sejam, o que importa é se vão de encontro à hipocrisia mascarada. Quando meus pensamentos não incomodam os outros, os outros não me incomodam. ÊÊÊ! E viva a estranha harmonia das coisas!

Janelas, olhos e Primavera


Você já parou para pensar quão interessante é o ponto de ônibus visto pela quase visão do motorista? Ontem sentei nas cadeiras reservadas do ônibus e pude reparar como é a reação das pessoas que ficam no ponto. É assim, fica uma fileira de cabecinhas devidamente organizadas umas atrás das outras. Dá até pra ver imaginativamente os olhos de cada uma delas, embora cansados, ficam arregalados e espertos buscando encontrar nas letras distorcidas na testa do ônibus o nome de seus respectivos bairros. Quanto mais se aproxima o objeto de desejo mais inquietos os olhos ficam. Dá pra perceber, também, a extrema satisfação se for o esperado e o desapontamento se não for.

Caramba, meu pensamento acaba de ser interrompido por um objeto voando em direção a janela. E a baixinha de óculos nem se condoeu. Como pode a pessoa jogar lixo na rua e depois ficar com a cara mais lavada? A cara dela nem queima. Que raiva!

Bem, voltando ao assunto menos revoltante... A sensação de ver o veículo que o conduzirá ao seu confortante lar depois de um dia exaustivo de trabalho e faculdade é indescritível. O bom de pegar ônibus 11:20 da noite é que geralmente está vazio e silencioso, nada de sovacos suados e melados, crianças vomitando, pessoas gritando ao celular ou palestrando umas com as outras. Dá pra tirar um cochilo, ler um pouco ou simplesmente ficar pensando na morte da bezerra. E passando pela Antônio Carlos dá pra sentir como fica absurdamente perfumada à noite. As responsáveis são as árvores floridas em frente à UFMG e graças à primavera!

Êh! Viva a primavera!

Isso me fez lembrar uma música do Tim Maia.
♫ É primavera, te amo. É primavera, meu amor. Trago essa rosa para te dar. ♫ Essa música não me trás boas lembranças...

Experimente andar de ônibus 11:20 da noite e se possível sinta o maravilhoso cheiro da Antônio Carlos, mas corra, porque do jeito que as estações estão doidas a primavera pode ir embora antes mesmo do esperado.

Alvo


Quando te pedir a vida, dê!
Quando quiser um sacrifício lembre-se de Isaque.
Onde está escondido seu cordeirinho?
Que preço tem sua oferta?
Qual o peso da sua gratidão?
Alguém por ai já presenciou o fogo lamber o molhado,
e você fica lamentando o leite derramado.
Onde foi parar a mula que te apertou contra a parede?
Sua indiferença não calou suas palavras.
Palavras essas de indignação que como súbito estalo
te fez arregalar olhos aterrorizados
E ainda sim, o acomodo de deixá-los cerrados para a realidade
te arrasta para longe do palácio.
A voz do rei é ordem para os súditos
e você que é filho se deixa levar pelo silêncio da sua própria vontade.
Use o retorno, aproveite enquanto há luz na sala do Trono.
Difícil enxergar?
Deixe que de dentro as lágrimas cumpram sua função.
Limpeza é o que precisa!

Agradecido


Gratidão é você abrir a geladeira e se deparar com apenas uma panela de arroz e achá-lo o mais gostoso do mundo porque foi o Senhor que o separou só para você.

É ver que na porta dessa mesma geladeira tem pregada a conta de água desse mês, do mês passado e também do retrasado e glorificar a Deus porque talvez vá conseguir pagar uma delas.

É escutar a campainha tocar e não atender, pois pode ser o homem da Copasa querendo cortar a água e agradecer imensamente a Deus por não ter sido dessa vez.

É faltar de aula, mesmo sem poder, por não ter tido o dinheiro da passagem e ainda sim agradecer ao Senhor pelo professor não ter dado nada de importante.

É ter seu dinheiro roubado por uma pessoa que você sabe quem é e não manifestar sua indignação só para dar um bom testemunho e mesmo assim ter um coração grato a Deus por ter sido usada.

Gratidão é você ser grato mesmo não entendendo o porquê. É conseguir agradecer mesmo que aos seus olhos não exista nada pra agradecer.
.
.
Em tudo eu sou grata a Ti!☺
.
.
♪...Ele me disse; Que em meio à batalha eu prevaleço
E ele disse; Que o peso não é maior do que eu mereço
Ele me disse; Que eu fui escolhido antes do berço
E ele disse; Que o amor que Ele oferece não tem preço... ♫


Esse anúncio diz respeito à essa "nova" Lei Eleitoral que tem a pretenção de tentar controlar a internet, nossa pseudoliberdade estampada pela ALMAP. Simplesmente perfeito! Amei! Tem coisa que eu olho e digo: Meu Deus, como eu queria ter feito isso! E esse é um dos casos.

Mais um atual velho post

Blahhhhhhhhh
Eu abomino a hipocrisia.
Gosto do contrário e do que me contraria.
Quero ser bonita, quem não quer?
Mas, descarto a plastificação. Por enquanto, né!
Eu me acho, não me encaixo, nem me conformo.
Não tem se encontrado no espelho. Sem contorno.
Modelo de quê? Padrão de quem?
Escravo da beleza importada.
Insatisfação exportada.
Imagem invertida. Poxa vida!
Era pra ser semelhança.
Não tem mais traço, só bagaço.
Pra se encaixar é só se esforçar!
Vamos lá você pode!
Só não pergunte quem criou os moldes.
Pô, não me coube! Ah, nem!
Não me rendo, nem vem.
Se tiver que ser assim morro seca.
Então ficarei de fora, marginal.
Ouvindo o canto da cigarra ant-social.
Free free free...

Realidade poética


Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim... do companheirismo vivido... Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens. Aí os dias vão passar... meses... anos... até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos. E... isso vai doer tanto!!! Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente... Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado... E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!


Vinicius de Moraes
Um amigo muito especial me passou esse texto e senti necessidade de postá-lo. Amei!
Ahhh de Moraes...

Velhos posts mais atuais que nunca


Ai, o mundo me sufoca. São tantas coisas rotuladas, engarrafadas, empanadas, impregnadas, engorduradas, empurradas goela a baixo. Me fartei de tudo que é dito normal. Na verdade o normal me enjoa, porque, você já deve ter ouvido isso, de perto mesmo ninguém é inteiramente normal. Somos todos loucos, uns sim engavetados e sem espaço para extravasamentos, mas o íntimo é infestado de uma insanidade mofada. Minha liberdade é divina, minha insanidade é divinamente inspirada, por isso não aceito que vendem meus olhos, conheci o que é a verdade e quando se experimenta o leve aroma da ruptura não tem jeito, o resto é vulto empoeirado. Olho em minha volta e só o que vejo: gentes coisificadas, sorrisos engessados, pesares disfarçados de alegrias, irreverências contidas, riscos altos, muros intáquitos, portas trancadas, medos estatelados, conflitos internados e eiras e beiras e boom. Quero o silêncio incontido da Sua presença para que eu possa me esvaziar. Ufffff Deixo sair de mim o que nunca foi meu para dar lugar ao que Você tem pra mim. Então se encaixe no Seu lugar perfeito, em mim.

Panos e pernas


Uma vez concretizado o amor de Jesus em nós passamos a necessitar ardentemente por almas. Sentimos uma vontade consumidora de levar o evangelho aos que ainda não conhecem a Cristo, de declarar ao mundo que alguém se importa e de fazer conhecido o reino. Sendo assim, cada pedaço, membro, articulação, célula, sentimento, personalidade ou músculo participam da entrega, não conseguimos amar o Pai por partes, mas com todo o nosso ser.


Escolhemos a dança e com ela conseguimos expressar intensamente nossos múltiplos sentimentos, é uma mistura frenética de gratidão, força, disciplina, entrega, unção, paixão, fogo, expressão, amor, intimidade, panos e pernas. Somos conduzidos pela esfera da adoração, dela vem a inspiração para nossos gestos. Não há quem consiga descrever o efervescente agir do Espírito Santo, é um embaraço devidamente sincronizado onde tudo se completa, tudo se adapta, tudo se encaixa nos perfeitos moldes celestiais.


Feche os olhos e sinta o som, mesmo que imperceptível. Permita se sentir, siga seus instintos naturais. Agora sim, acompanhe o ritmo, movimente seu corpo, relacione tempo e espaço, expresse seus sentimentos. Neste primeiro momento não existem regras, é só você, sua força e sua motivação. Então, deslize, exprime, voe, ainda que por milésimos de segundos. Inspire-se no Criador, na Sua divina criatividade, na Sua multiforme graça. Esse espetáculo é assistido do céu, não espere palcos, refletores, platéia, palmas. Antes, aguarde a maravilhosa sensação de entregar uma oferta movida ao único digno de receber. A Ele chegará como o suave cheiro de campo florido em fim de tarde. Não pare até que implorem por ar em seus pulmões, até que seque sua fonte, até que sinta o arder do suor nos seus olhos. Crie você mesmo a sua coreografia. Dê espaço para extravagância, quebre, construa, balança. É belas, é artes, é dança.

Aprender o que já se sabe...


Em Arcos aprendi muita coisa importante.
Aprendi que se pode amar sem se conhecer, que se pode ter comunhão com quem não se convive, que aparências enganam e que o amor quebra barreiras.
Aprendi que a unção supera a técnica, embora esta seja indispensável, que palhaços ungidos não nos fazem apenas rir e que são as criaturas mais doces que se pode encontrar.
Aprendi que um ministério não se faz da noite pro dia e que não sobrevive sem disciplina.
Aprendi que para abrir mão é preciso antes calejá-las, que o tempo passa rápido e é preciso ter histórias pra contar, que Guga não é só um famoso jogador de tênis e que é fundamental estudar a origem das coisas.
Aprendi que não se deve confiar no homem do pastel, que se pode aprender muito comendo um sanduíche, que a simplicidade é surpreendente e que banho de chofá pode muito mais que estragar chapinhas.
Aprendi que Tribus não é uma mera junção de grupos indígenas e que homem elástico não existe apenas nos quadrinhos.

Aprendi também que Deus, infinitamente mais que o Rio de Janeiro, continua lindo!
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